Mais de 350 camiões saqueavam, por dia, toneladas de areias ricas em sílica das obras no futuro aeroporto da capital angolana. A negociata envolvia empresas chinesas e membros da nomenclatura angolana
Até há uma semana, os terrenos circundantes ao futuro aeroporto internacional de Luanda eram objecto de gigantescas operações de garimpo. As obras, a cerca de 40 quilómetros da capital, revolveram do chão grandes quantidades de areia rica em sílica, um minério precioso valorizado pela indústria vidreira. Mais de 350 camiões pesados acediam diariamente à zona para saquear as toneladas que podiam.
Esse garimpo desenfreado, efectuado sobretudo por empresas chinesas envolvidas na construção do aeroporto, obrigou o Presidente angolano a intervir. Irritado com a situação, José Eduardo dos Santos decretou o fim da negociata, que envolvia também influentes figuras da nomenclatura, algumas afectas à própria Casa Militar da Presidência da República.
Até há uma semana, os terrenos circundantes ao futuro aeroporto internacional de Luanda eram objecto de gigantescas operações de garimpo. As obras, a cerca de 40 quilómetros da capital, revolveram do chão grandes quantidades de areia rica em sílica, um minério precioso valorizado pela indústria vidreira. Mais de 350 camiões pesados acediam diariamente à zona para saquear as toneladas que podiam.
Esse garimpo desenfreado, efectuado sobretudo por empresas chinesas envolvidas na construção do aeroporto, obrigou o Presidente angolano a intervir. Irritado com a situação, José Eduardo dos Santos decretou o fim da negociata, que envolvia também influentes figuras da nomenclatura, algumas afectas à própria Casa Militar da Presidência da República.


